| 1 de Nov de 2009 |
| Semi-Regresso! |
Olá pessoal.
Não, eu não voltei para continuar a trazer questões e debater respostas. Em relação a isso, terminei. Voltei porque gostava de partilhar alguns excertos dos novos trabalhos que comecei a escrever. Os trabalhos, no entanto, não estão a avancar como eu esperava. O ritmo está lento devido ao escasso tempo disponível. Mas para o blog não comecar a ganhar pó, aqui vão uns trabalhinhos meus. Dá para entreter um pouco:
"...mas a língua é um produto universal e social (contrariamente à fala). Até os animais que vivem em sociedade, não tendo consciência, comunicam através de um sistema de interacção. Através de um som, referem-se a um conteúdo. Daí Saussure distinguir a língua da fala. A fala acaba por ser uma competência individual sujeita a factores não-linguísticos. A fala rompe o sistema da língua, tendo por exemplo, funções metalinguísticas: a análise do próprio código. O homem pode descobrir o código (a língua) dos golfinhos ou dos macacos e comunicar com eles imitando os sons do código linguístico em questão. Mas poderá o homem, através dos sons desses sistemas, ter uma conversa sobre os próprios sons: explicar aos golfinhos o que é morfologia, sintaxe, semântica, fonologia… Isso não é possível porque o golfinho não fala. A fala também tem funções poéticas. Refiro-me com isto ao prazer da fala ou do texto. Será que o macaco sente prazer em comunicar? Isso não é possível porque o macaco não fala. A poesia não é resultado de uma língua, mas fruto de uma consciência. O macaco nunca dará dois sentidos a uma palavra: um literal e outro figurado. Sem fala, não existe pluralidade de sentidos. O macaco também nunca saberá o que é uma metáfora, uma alegoria ou uma personificação. Isto porque as figuras de estilo, que provêm da função poética, são fruto da consciência. Existe também, ligada à fala, a função referencial: a informação. Temos de saber tudo sobre tudo. Porquê? Apenas o homem tem esse tipo de preocupações e funções. Muito bem, com tudo isto dito, devem estar todos a pensar: para onde é que vamos? A conclusão à qual eu quero chegar é simples..." |
| posted by Ruben Braga @ 0:57 |
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